- Cartão Nacional de Saúde (CNS)
- Documento de identidade com foto (RG, CNH)
- CPF
- Comprovante de residência
- Laudos e exames médicos que comprovem a doença renal crônica e a necessidade de hemodiálise
- Encaminhamento médico formal para Terapia Renal Substitutiva
Quem precisa de hemodiálise pode realizar o tratamento gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), inclusive em estabelecimentos especializados que não pertencem diretamente ao poder público.
E há uma novidade importante em 2026: clínicas e serviços especializados em hemodiálise passaram, pela primeira vez, a integrar a modalidade de Crédito Financeiro do programa Agora Tem Especialistas.
Em julho de 2026, o Ministério da Saúde anunciou R$ 155,6 milhões em serviços contratados de Terapia Renal Substitutiva (TRS), envolvendo 58 instituições de 20 estados habilitadas para atender pacientes com doença renal crônica.
Mas como um paciente consegue fazer hemodiálise em uma clínica privada pelo SUS? É necessário pagar alguma coisa? Pode escolher qualquer clínica?
Neste artigo do Benefícios Brasil, você vai entender como funciona o atendimento, quem pode ter indicação para hemodiálise e quais são as principais mudanças de 2026.
O que é Hemodiálise Pelo SUS?
Sim.
O SUS oferece Terapia Renal Substitutiva para pessoas com doença renal crônica quando existe indicação médica.
Entre as modalidades oferecidas estão:
- hemodiálise;
- diálise peritoneal;
- transplante renal.
Segundo o Ministério da Saúde, a hemodiálise utiliza uma máquina e um dialisador para filtrar o sangue e retirar substâncias que os rins já não conseguem eliminar adequadamente. O tratamento costuma ser realizado em clínica especializada várias vezes por semana, conforme prescrição da equipe responsável.
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O que mudou na Hemodiálise Pelo SUS em 2026?
Essa é justamente a parte que torna o assunto especialmente relevante neste momento.
Em 25 de julho de 2026, o Ministério da Saúde informou uma nova rodada de adesões ao componente Crédito Financeiro do Agora Tem Especialistas.
Pela primeira vez, estabelecimentos que oferecem Terapia Renal Substitutiva — incluindo hemodiálise — passaram a participar dessa modalidade.
Foram anunciados:
- 58 estabelecimentos habilitados para hemodiálise;
- 20 estados contemplados;
- R$ 155,6 milhões em serviços de Terapia Renal Substitutiva contratados.
Isso cria mais uma forma de utilizar a capacidade de estabelecimentos especializados para ampliar o atendimento de pacientes do SUS.
Clínicas privadas e o SUS
Sim, desde que esteja devidamente habilitada ou contratada para prestar esse atendimento ao SUS.
Essa distinção é muito importante.
O paciente não pode simplesmente procurar qualquer clínica particular de hemodiálise e exigir que o SUS pague o tratamento.
O estabelecimento precisa estar integrado à rede de atendimento ou habilitado dentro dos mecanismos previstos pelo Ministério da Saúde e pelos gestores do SUS.
O próprio governo mantém processos específicos para habilitação de estabelecimentos especializados em doença renal crônica e Terapia Renal Substitutiva.
Além disso, o programa Agora Tem Especialistas permite a participação de estabelecimentos privados na oferta complementar de serviços quando a capacidade disponível na rede pública não é suficiente para atender à demanda.
O paciente paga pela hemodiálise?
Quando o paciente está sendo atendido oficialmente pelo SUS, não deve pagar pelo procedimento como se estivesse contratando um tratamento particular.
É importante entender a diferença.
Imagine que determinada clínica particular tenha sido habilitada para atender pacientes encaminhados pelo SUS.
O fato de o prédio ou a empresa pertencer à iniciativa privada não transforma aquele atendimento em particular.
O paciente está utilizando um serviço financiado pelo sistema público dentro de um fluxo autorizado.
Portanto, não se trata de o paciente pagar primeiro e depois solicitar reembolso ao SUS.
Como conseguir Hemodiálise Pelo SUS?
Não existe um único procedimento idêntico para todos os municípios brasileiros porque a organização da assistência e da regulação pode variar.
De forma geral, porém, o processo começa com o acompanhamento médico e o diagnóstico da doença renal.
- O paciente é avaliado: A pessoa precisa passar por avaliação médica. Exames são utilizados para verificar o funcionamento dos rins e identificar a existência e o estágio da doença renal.
- A doença renal é acompanhada: Nem toda pessoa diagnosticada com doença renal crônica precisa começar hemodiálise imediatamente. O Ministério da Saúde classifica a DRC em diferentes estágios, e o tratamento pode envolver acompanhamento conservador, pré-diálise ou Terapia Renal Substitutiva, dependendo da condição do paciente.
- O especialista avalia a necessidade de diálise: Nos casos mais avançados, a equipe especializada poderá avaliar qual modalidade de Terapia Renal Substitutiva é apropriada. Isso pode envolver hemodiálise, diálise peritoneal ou avaliação para transplante renal.
- O paciente entra no fluxo de regulação: Quando existe indicação de hemodiálise, o encaminhamento ocorre dentro da organização da rede de saúde. O paciente poderá ser direcionado para um estabelecimento habilitado disponível na região.
- O tratamento começa no estabelecimento indicado: Dependendo da estrutura existente, o tratamento poderá ocorrer em unidade pública, filantrópica ou privada que atenda pacientes do SUS.
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Posso escolher qualquer clínica particular?
Em regra, não.
Esse é um ponto importante para evitar uma interpretação errada da notícia.
A expansão da participação da rede privada não significa que qualquer pessoa possa escolher uma clínica particular e enviar a conta ao governo.
O estabelecimento precisa participar do atendimento ao SUS, e o encaminhamento deve respeitar o fluxo da rede e da regulação.
Portanto, se alguém necessita de hemodiálise, deve procurar orientação dentro do próprio sistema de saúde.
Quantas clínicas passaram a participar em 2026?
Na rodada anunciada em julho de 2026, foram 58 instituições em 20 estados habilitadas para atendimento de pacientes com doença renal crônica por meio dessa modalidade do programa.
O Ministério da Saúde também publicou diversas portarias individuais habilitando estabelecimentos para atuação no componente de créditos financeiros do Agora Tem Especialistas na modalidade Terapia Renal Substitutiva (hemodiálise).
Isso é uma evidência importante de que a medida já saiu do campo de anúncio geral e passou para a etapa de habilitação de prestadores.
Quais estados receberam novos contratos?
De acordo com o anúncio do Ministério da Saúde sobre a nova rodada de serviços especializados, houve contratos distribuídos por diversos estados brasileiros.
São Paulo concentrou o maior número de novos contratos da rodada geral, seguido por Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina, além de outros estados.
No total, a modalidade relacionada à Terapia Renal Substitutiva alcançou estabelecimentos em 20 estados.
A disponibilidade concreta para cada paciente, entretanto, precisa ser verificada localmente.
Investimento em hemodiálise
Além da entrada das clínicas de hemodiálise no componente de Crédito Financeiro, outra mudança relevante ocorreu em maio de 2026.
A Portaria GM/MS nº 11.179, de 12 de maio de 2026, reajustou em 4,4% determinados procedimentos de hemodiálise na tabela do SUS.
A norma também estabeleceu mudanças de financiamento relacionadas à Terapia Renal Substitutiva e estimou impacto financeiro de aproximadamente R$ 243,6 milhões em 2026 para o conjunto das medidas previstas na portaria.
Posteriormente, a rodada anunciada em julho destinou R$ 155,6 milhões em serviços contratados especificamente para instituições de Terapia Renal Substitutiva participantes da nova modalidade.
São mecanismos diferentes, portanto esses valores não devem ser simplesmente somados como se representassem uma única verba.
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Quem tem direito à hemodiálise pelo SUS?
O acesso depende principalmente da necessidade clínica, e não de a pessoa possuir baixa renda.
Uma pessoa pode precisar de Terapia Renal Substitutiva quando os rins deixam de desempenhar adequadamente funções essenciais do organismo e a avaliação médica identifica indicação para esse tratamento.
O SUS oferece assistência às pessoas com doença renal crônica, incluindo as modalidades de Terapia Renal Substitutiva.
Isso significa que o acesso não é um benefício social condicionado ao Cadastro Único ou ao Bolsa Família.
É um tratamento de saúde.
Quem tem plano de saúde pode fazer Hemodiálise pelo SUS?
O SUS é universal.
Portanto, possuir plano de saúde não elimina o direito de utilizar o sistema público.
Entretanto, o encaminhamento e a realização do tratamento precisam seguir os protocolos e a organização assistencial aplicáveis ao caso.
Frequência da Hemodiálise
Isso depende da condição clínica e da prescrição médica.
O Ministério da Saúde informa que a hemodiálise para pacientes com doença renal crônica é normalmente realizada em clínica especializada três vezes por semana.
Entretanto, frequência, duração das sessões e características do tratamento devem ser determinadas pela equipe responsável.
O paciente nunca deve alterar sessões por conta própria.
E se não houver clínica de hemodiálise na minha cidade?
Esse é outro ponto que ganhou atenção em 2026.
Existem pacientes que precisam viajar para outro município para realizar o tratamento.
Uma norma publicada em maio de 2026 estabeleceu financiamento para transporte sanitário de pacientes em hemodiálise quando houver deslocamento intermunicipal superior a 50 quilômetros, observadas as condições e regras previstas para o encaminhamento regulado.
A regra determina que seja priorizado o encaminhamento para serviço habilitado localizado na menor distância possível dentro da macrorregião de saúde, quando houver disponibilidade.
Isso merece atenção porque o deslocamento frequente pode representar uma dificuldade significativa para quem precisa realizar várias sessões por semana.
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Como descobrir onde fazer Hemodiálise pelo SUS?
Quem recebeu diagnóstico ou encaminhamento deve conversar diretamente com a equipe de saúde responsável pelo acompanhamento.
Algumas perguntas úteis são:
- “Meu encaminhamento para nefrologia já foi registrado?”
- “Existe indicação formal para Terapia Renal Substitutiva?”
- “Qual unidade de hemodiálise atende minha região pelo SUS?”
- “Meu tratamento precisa passar pela regulação?”
- “Existe clínica privada conveniada ou habilitada atendendo pelo SUS?”
- “Tenho direito a transporte sanitário até o serviço?”
Essas perguntas ajudam o paciente e a família a entender exatamente em qual etapa do atendimento estão.
Não confunda clínica privada com tratamento particular
Este talvez seja o ponto mais importante deste artigo.
Uma clínica privada pode prestar serviço ao SUS.
Nesse caso, ela continua sendo uma instituição privada, mas determinados pacientes são atendidos dentro do sistema público.
Por outro lado, se uma pessoa procura espontaneamente uma clínica e contrata um tratamento particular fora do fluxo do SUS, a situação é completamente diferente.
Por isso, não faça pagamentos esperando automaticamente receber reembolso posteriormente.
Primeiro, procure a rede pública e confirme o encaminhamento.
O que é o Agora Tem Especialistas?
O Agora Tem Especialistas é uma estratégia do governo federal destinada a ampliar o acesso da população a atendimentos especializados.
Uma das possibilidades é utilizar capacidade disponível em estabelecimentos privados e filantrópicos para atender pacientes do SUS.
O componente de Prestação de Serviços Especializados prevê justamente a participação de estabelecimentos públicos e privados quando a capacidade da rede pública for insuficiente para atender à demanda.
Em 2026, a hemodiálise passou a ganhar espaço específico dentro dessa expansão.
Hemodiálise, diálise peritoneal e transplante são a mesma coisa?
Não.
São modalidades diferentes relacionadas ao tratamento da perda grave da função renal.
- Hemodiálise: o sangue passa por equipamento específico para ser filtrado.
- Diálise peritoneal: utiliza o peritônio, membrana localizada no abdômen, no processo de filtragem e pode ser realizada no domicílio conforme indicação e treinamento.
- Transplante renal: substitui o rim comprometido por um rim doado.
O SUS oferece essas modalidades dentro da assistência à doença renal crônica, de acordo com a indicação para cada paciente.
Considerações Finais
A hemodiálise em clínicas privadas pelo SUS não é apenas uma possibilidade teórica. Em 2026, houve uma expansão concreta desse modelo. Em julho, o Ministério da Saúde informou que, pela primeira vez, instituições prestadoras de Terapia Renal Substitutiva passaram a integrar o componente Crédito Financeiro do Agora Tem Especialistas. Foram 58 instituições em 20 estados, com R$ 155,6 milhões em serviços contratados para atendimento de pacientes com doença renal crônica. Para o paciente, porém, a regra fundamental continua simples: não é necessário sair procurando uma clínica particular e pagar pelo tratamento. O caminho deve ocorrer pela assistência médica e pela organização do SUS, que poderá encaminhar o paciente para uma unidade pública ou para um estabelecimento privado habilitado. A expansão de 2026 busca justamente aproveitar mais estruturas disponíveis para aumentar o acesso ao tratamento renal especializado.
